O Niels Bohr Science Park

Todos temos que ter heróis, figuras exemplares a serem imortalizadas pela história. Confesso que um dos meus é Niels Bohr, um dos grandes gênios do século XX, que desenvolveu entre outras coisas o conceito de energia atômica – e, mais tarde, combateu sua utilização bélica. É com empolgação que apresento, então, este belo complexo arquitetônico em sua homenagem.

 

Os escritórios dinamarqueses CHRISTENSEN & co arkitekter a/s e Vilhelm Lauritzen Architects ganharam o primeiro prêmio na competição internacional para definir o novo Niels Bohr Science Park, na Universidade de Copenhage. A proposta foi elaborada com a consultoria dos escritórios de engenharia Ramboll + DK + UK + SE,  de paisagismo GHB Landscape Architects, e de cálculo de acústica Collin Gordon Associates.

O projeto traça um complexo cortado pela rua Jagtvej, que atravessa a parte norte de Copenhague. Para vencer este hiato, as edificações são unidas por passarelas, estabelecendo conexões públicas entre espaços verdes.

Os prédios são revestidos por painéis geométricos, que atribuem as suas fachadas unidade e singularidade. O interior é ligado por circulações definidas por um átrio com iluminação zenital e fluidas com as passarelas, conformando um espaço que tem como objetivo principal abrigar a produção de conhecimento científico interdisciplinar, uma vez que os diversos campos da ciência tornam-se cada vez mais transversais.

Embora discreto, Niels Bohr era um entusiasta da cooperação científica internacional (algo não muito bem entendido em sua época, chegando a render-lhe uma investigação pelo governo americano na época da segunda guerra mundial), cooperação esta que é um dos objetivos do empreendimento. “Precisamos unir os empresários e investidores, a pesquisa científica, a educação e o cotidiano da cidade de novas maneiras, de forma a compartilhar conhecimento e promover um ambiente acadêmico mais agradável”, afirma a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação da Dinamarca, Charlotte Sahl-Madsen.

O complexo terá um total de 45.000m², abrigando laboratórios e demais instalações de ensino de física, química, matemática – enfim, a faculdade de ciências. Sem dúvida um centro de produção (e cooperação) científica fascinante!

Bohr papeando com Einstein em 1925 (foto tirada por Paul Ehrenfest).

Fontes: archdaily, inhabitat, Universidade de Copenhague, Vilhelm Lauritzen Architects.

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Sobre arquitetoGEEK
Só um cara inquieto por novas tecnologias e pesquisas relacionadas a arquitetura e engenharia.

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