O revestimento do futuro

A companhia Formtexx lançou recentemente um sistema inspirado nas indústrias automobilísticas e de games capaz de fabricar superfícies metálicas com dupla curvatura e altíssima precisão, a uma fração do preço atual – trazendo para a realidade a possibilidade de construirem-se fachadas livres e em formas complexas.


No passado, fachadas em metal – como o caríssimo revestimento em titânio do Gugenheim de Bilbao – eram obtidas através da união de peças relativamente pequenas. A desvantagem de tais paineis era sua tendência a moverem-se e dilatarem-se em resposta a solicitações mecânicas e térmicas.

“Se um arquiteto deseja uma estrutura de forma livre em metal”, diz o designer de superfícies Barron Gould, “seu principal recurso será a indústria naval, onde muita força é utilizada para curvar o metal. Devido ao severo tratamento necessário para forjar o metal – algo parecido com os antigos ferreiros – não se pode usar um material mais fino que 10mm. Nós desenvolvemos um processo que utiliza metal com apenas 0,7mm de espessura, o que causa grande impacto no peso da estrutura”.

O software está disponível há 20 anos”, continua Gould “mas ninguém estabeleceu a conexão entre a arquitetura e a produção em massa de automóveis, nem com sistemas de computadores super rápidos adotados na indústria de games”. A meta é, portanto, romper a barreira dos atuais programas utilizados no design de arquitetura, considerados ultrapassados. “O software usado para modelar animações e jogos de computador é muito mais escultural, mas nunca foi adaptado para servir à arquitetura”, conclui Gould.

O programa utilizado foi o S-Form, especialmente desenvolvido pela Stargate Resources, uma empresa da indústria de games. Conjuntamente, utilizou-se um processo de produção robotizado à semelhança do utilizado na indústria automobilística, o M-Form, desenvolvido pela Whiston Industries, que já trabalha para marcas como Aston Martin, Audi, Bentley e Jaguar.

“Trata-se de um método absolutamente não destrutivo”, afirma Gould “Pode-se utilizar uma peça pré-polida de aço inoxidável e realizar curvas duplas sem que ela perca seu brilho”. A tecnologia também promete diminuir o desperdício na construção civil.

A novidade está em exposição no Building Centre, em Londres, até o dia 15 de dezembro. Estima-se que o software seja lançado para os arquitetos em um prazo de 18 meses.

fontes: the architect’s websitePRODUCE e Formtexx.

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Sobre arquitetoGEEK
Só um cara inquieto por novas tecnologias e pesquisas relacionadas a arquitetura e engenharia.

2 Responses to O revestimento do futuro

  1. Igor says:

    Uma tecnologia que abre muitas possibilidades! Uma grande idéia!

    • arquitetogeek says:

      O que mais gostei foi a sacada de ir à indústria de games resolver o problema do software. Há quanto tempo eu jogo… e nunca tinha pensado em como eles constroem muitas e muitas superfícies super complexas!

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