Uma variedade de concreto desenvolvida no Departamento de Engenharia da Universidade de Michigan pode regenerar-se após sofrer fissuras – sem nenhuma intervenção humana! Sim… é mais um material inteligente em desenvolvimento!
“É como se você sofresse um pequeno corte em sua mão – seu corpo pode se curar. Mas, se sofrer um ferimento grande, seu corpo precisará de ajuda. Criamos um material com uma amplitude tão pequena de fissuras que ele se encarrega da cura por si só. Mesmo quando sobrecarregado, as fissuras mantem-se pequenas”, disse Victor Li, professor de engenharia civil e da cátedra de Ciência dos Materiais e Engenharia. Se inglês não for um problema, ouçam a explanação, pelo próprio criador, aqui.

“Descobrimos, para nossa alegria e surpresa, que, ao submetermos o material já regenerado a outra carga, ele se comporta como se fosse novo, com praticamente a mesma rigidez e força”, continua o professor Li. “A autorregeneração de danos com fissuras recupera a rigidez perdida quando o material sofreu o dano e o devolve a seu estado inicial. O material pode ser avariado e ainda assim suportar cargas com segurança” (para acompanhar o teste comparativo entre o ECC – composto de cimento curvável – e o concreto usual, cliquem aqui).
O material já foi utilizado no interior do maior edifício residencial de Osaka, no Japão, e em uma ponte em Michigan, na qual eliminou a necessidade de ruidosas juntas de dilatação.

O professor conclui: “Nossa esperança é que, ao reconstruirmos nossas estradas e pontes, o façamos bem, de forma que a infraestrutura de transporte não tenha que passar por processos dispendiosos de reparos e reconstruções em 5 ou 10 anos. Além disso, reconstruir com concreto autorregenerante permite uma relação mais harmoniosa entre os ambientes natural e construído, uma vez que reduzem-se as pressões sobre consumo de energia e sobre emissão de carbono dessa infraestrutura. Como engenheiros civis e ambientais, estamos a serviço desses megassistemas. A tecnologia de materiais avançados é um meio para mantê-los saudáveis”.
Empolgante, não? Para saber mais, basta ir à página de divulgação da pesquisa ou ler a matéria da Science Daily.